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  • Saulo Pithan

Transtornos alimentares: Paciente revela sua luta contra a doença e como emagrecer com saúde


Você sabia que a compulsão alimentar pode ser um transtorno? Sim, como a bulimia e anorexia, a compulsão pode estar dentro de um espectro chamado Transtornos Alimentares.

Os transtornos alimentares são alterações da saúde física e psicossocial resultantes do consumo ou da absorção alterada dos alimentos. Estima-se que cerca de 1% da população mundial (70 milhões de pessoas) sofra algum tipo de transtorno alimentar. É uma classe de transtornos mais frequente na população feminina e que se inicia com a adolescência ou começo da vida adulta.


A história que você passa a ler a partir de agora é ilustrada mas baseada em fatos reais. A paciente que vamos identificar como Ana, tem 28 anos e há dois meses fui diagnosticada com transtorno alimentar, especificamente compulsão alimentar.

Ela conta que se viu diante de um problema que até então era apenas um hábito de vida, repetido inclusive por grande parte da população. A paciente revela como foi mudar o seu estilo de vida.

“Quando fui diagnosticada, um sentimento de revolta cobriu minha alma: agora meu jeito de viver tinha um nome, um tratamento e um médico. Aceitar que precisava de ajuda foi o mais difícil. Tudo começou com problemas clínicos: minha diabetes estava altíssima, com ela, alterações da pressão arterial, cansaço, fadiga e falta de ar. Minha mãe me levou às pressas para o seu médico. Segundo ele, meu pâncreas não produzia insulina suficiente para digerir tanto açúcar no sangue, resumindo: hora de emagrecer. Não foi nada fácil” conta Ana.


A paciente explica ainda que nem pensava em emagrecer, estava gostando da vida que levava, a comida lhe trazia um sentimento de liberdade e prazer, estava presente em todos os momentos da vida, auxiliava nos momentos difíceis, alegrava nos momentos tristes e dava prazer nos momentos de tédio. “Nossa relação era perfeita até o aparecimento da hipoglicemia. O médico me ouviu atentamente, percebeu que eu era uma jovem feliz, e que apesar do meu peso, conseguia namorar e sair com meus amigos. Eu não tinha vergonha do meu corpo. Mas o médico foi categórico ao descrever o tratamento: “você precisa emagrecer ou seu problema irá se agravar, você chegou no seu limite. Sua saúde está muito abalada. Você fará acompanhamento com minha equipe, composta por endocrinologista, nutricionista e psicólogo. Vou continuar te acompanhando. Temos uma longa jornada pela frente.”

Ana descreve que partiu para sua primeira consulta e logo de cara com a Nutricionista. Seu índice de gordura estava perto de 40 (IMC), o que a deixou constrangida. “Me senti desajustada, como não tinha percebido isso antes? Minha mãe, porque você não me ajudou? Me senti “gorda” pela primeira vez na vida. Mas, ao descrever a dieta percebi que a nutricionista estava falando de flexibilidade, de preferências e combinações, tudo dentro de um banquete de possibilidades. Meu olhar se encheu de alegria: “quer dizer que posso comer meu alimento preferido uma vez por semana e ainda assim fazer dieta?” Sim, é um bom começo, disse a nutricionista” contou.

Ana foi encaminhada para atendimento com uma psicóloga para tratar a sua compulsão alimentar. A profissional alertou que era preciso tratar esse problema psicológico para obter o resultado pretendido. Veja como foi o diálogo da terapeuta com a paciente:


Terapeuta- Olá Ana, estava esperando por você. Levantei seus dados no computador, você já passou pelo médico e pela nutricionista, certo?

Paciente- Certo.

Terapeuta- Como foi até aqui?

Paciente - Vou começar uma dieta, mas para isso preciso tratar da compulsão alimentar. O Doutor falou que meu problema é devido a essas compulsões.

Terapeuta - Ok! Você sabe o que é uma compulsão alimentar?

Paciente- Não faço ideia! Comer é necessário, para mim estava tudo certo, se eu não fosse parar na clínica, nem saberia.

Terapeuta - Entendo, ainda bem que você está aqui, assim você terá a chance de cuidar da sua saúde. Me conte como foi seu dia hoje, desde o momento em que você acordou.

Paciente - Bem, fui dormir tarde, já passava da meia noite, aliás eu adormeci no sofá assistindo Netflix.

Terapeuta - Que filme você assistiu?

Paciente- Não era filme, era uma série: YOU, você já assistiu?

Terapeuta- Já sim, não gostei do final, o rapaz era um “psicopata”.

Paciente- era sim.

Terapeuta - Você assistiu sozinha?

Paciente- Não, eu e as guloseimas (rsrsrs)

Terapeuta - Você gosta de assistir comendo alguma coisa?

Paciente- Sempre.

Terapeuta - O que você comeu desta vez?

Paciente- Chips, pipoca, chocolate, refrigerante e pizza.

Terapeuta - Você estava com fome?

Paciente - Sei lá. Não consigo assistir nada sem comer. Enquanto eu estiver assistindo, vou comendo sem parar.

Terapeuta - Essa série é bem longa não é mesmo?

Paciente- É, essa tem mais de duas horas de duração, geralmente não presto atenção.

Terapeuta- Ok. Então você assistiu sua série, comendo o tempo todo?

Paciente - Sim, acho que sim.

Terapeuta - Como você ficou depois?

Paciente- Um pouco enjoada, triste, me senti culpada e pensei em vomitar, mas caí no sono.

Terapeuta- Você costuma vomitar quando come demais?

Paciente- Sim, me sinto melhor quando vomito.

Terapeuta - Você faz isso com frequência?

Paciente - Sim, pelo menos uma vez ao dia.

Terapeuta- Isso se chama Bulimia, geralmente acomete quem tem compulsão alimentar. Agora temos dois problemas para tratar Bulimia e Compulsão. Vou te encaminhar para uma endocrinologista, precisamos de uma avaliação endócrina e acompanhamento medicamentoso. Te vejo semana que vem.


Se você leu este dialogo e se identificou com a história da Ana, saiba que histórias assim são mais comuns do que se imagina. A própria paciente ao visitar a edoncrinologista descobriu alterações na glândula Tireóide, cujo resultado é um possível aumento da ansiedade. “No decorrer das sessões com esses profissionais, fui descobrindo coisas que eu nem pensava que existiam, me vi diante de uma pessoa totalmente diferente. Comecei a ter que pensar sobre os meus comportamentos, aprendi a sentir mais ao invés de apenas me entorpecer. Como foram dolorosas essas descobertas. Comecei a perceber o que me fazia mal e a lidar com isso de uma forma diferente. Percebi com o tratamento que os problemas não se resolvem de uma hora para outra e que não preciso agradar os outros quando isso não me agrada. Aprendi a me impor diante das situações e dizer NÃO quando necessário, e isso me fez um bem danado e que tentar realizar todas as expectativas é inútil.” Contou.


Com um novo pensamento voltado à qualidade de vida, Ana revela que agora já não quer mais ser a mulher perfeita e por isso começou a se sentir melhor sem os ataques de compulsão alimentar. “Troquei a Netflix da semana por caminhadas e passeios com meu cachorro. Não sabia que íamos nos tornar tão amigos. Aprendi a esperar pela fome e não viver para satisfazer somente o corpo, mas sim, a alma também. Ser flexível diante das situações desconfortáveis, agora sei que posso pensar e escolher. Essas mudanças não foram fáceis. Mas podem ter certeza, nunca estive tão feliz em toda minha vida! É um universo totalmente novo! Emagreci e estou cada vez melhor: elevei minha autoestima e me sinto mais confiante! Minha maior descoberta? Antes eu tinha paciência somente com os outros…. Agora? Tenho paciência comigo mesma! E isso foi fundamental” finalizou emocionada.


Ostermann Medica Center oferece apoio e acolhimento humano




De acordo com a psicóloga Dra. Giane Saturno, na Ostermann Medical Center o paciente encontra uma equipe completa para realizar o tratamento adequado ao problema. A profissional explica que é importante procurar ajuda rapidamente em casos como este relatado pela paciente.



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Você ficou com dúvidas e precisa mais esclarecimentos sobre o tratamento. Entre em contato para maiores informações podem ser esclarecidas na Central de Atendimento ao Paciente-CAP, pelo WhastApp 48 9638-1218 ou (48) 3522-2314.

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