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  • Saulo Pithan

Problemas na coluna? Você pode estar com escoliose e não sabe


Escoliose é uma curvatura anormal da coluna para um dos lados do tronco, determinada pela rotação das vértebras.


Começou junho e com ele um importante alerta. Durante todo mês de junho, desde 2013, celebra-se no mundo a conscientização da escoliose. O objetivo é unir pessoas para criar uma consciência pública positiva sobre a doença, promovendo a educação e reunindo as pessoas afetadas pela doença.

Segundo o fisioterapeuta da Ostermann Medical Center, Dr. Milton Ricardo de Medeiros Fernandes (CREFITO 10- 35486), a escoliose é um termo descritivo e não um diagnóstico. Em mais de 80% dos casos, não tem uma causa específica conhecida. Esses casos são chamados de “idiopática “, que significa “de causa indeterminada”. Isto é particularmente comum em meninas adolescentes.

A escoliose idiopática é uma deformidade tridimensional da coluna caracterizada pela inclinação lateral e rotação axial das vértebras, com angulações maiores que 10 graus (Método de Cobb), e pela redução das curvaturas da coluna no plano sagital.


Entendendo mais sobre a doença


Diferentemente da cifose e da lordose consideradas desvios fisiológicos, normais da coluna vertebral, que só podem ser observados com a pessoa de perfil – de frente a coluna é sempre reta, a escoliose é uma curvatura anormal da coluna para um dos lados do tronco, determinada pela rotação das vértebras. A deformidade pode ser vista olhando a pessoa de costas.

A condição não decorre de maus hábitos posturais. Ao contrário. É a curva da coluna própria da escoliose que, em muitas situações, é responsável pela má postura, já que esse tipo de desvio pode provocar alterações no corpo todo.

Basicamente, a escoliose pode ser classificada em estrutural ou funcional (não estrutural). Nas estruturais, a deformidade óssea está correlacionada com um problema congênito ou adquirido, que afeta diretamente determinado segmento da coluna e, na maioria dos casos, é irreversível. Nas funcionais, a estrutura óssea permanece preservada. As curvaturas surgem como manifestação secundária para compensar os desajustes causados por um distúrbio em outra parte do corpo, como o crescimento assimétrico das pernas, por exemplo. Em geral, as curvas funcionais são flexíveis e podem ser corrigidas com tratamento.


Possivelmente de caráter genético e hereditário, a escoliose pode surgir em qualquer fase da vida. A idade é considerada um dos fatores de risco para a doença, em virtude do desgaste natural dos ossos, dos discos intervertebrais e dos ligamentos que pode advir com o envelhecimento. O mais comum, entretanto, é o aparecimento da escoliose estar associado ao surto de crescimento que se instala no final da puberdade e se intensifica na adolescência. Nesse período, a progressão da anomalia é mais rápida e acomete mais as meninas do que os meninos.


A escoliose pode ser congênita, causada pela má formação das cartilagens de crescimento das vértebras ou pela fusão das costelas (arcos costais) durante a gestação ou nos recém-nascidos. Pode também ser causada por distúrbios neuromusculares, como as distrofias musculares e a paralisia cerebral. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), porém, em 80% dos casos, a causa é idiopática, ou seja, sua origem ainda não foi esclarecida. Quadros mais graves da doença podem limitar a mobilidade da coluna e reduzir o espaço do tórax que abriga os órgãos dos sistemas respiratório e cardíaco, impedindo que funcionem a contento.

Além do desvio lateral do eixo da coluna, a escoliose pode deixar no corpo do portador alguns sinais típicos da doença. São eles: ombros e quadris assimétricos e desnivelados (um lado é mais proeminente do que o outro), tamanho desigual dos membros inferiores (uma perna mais comprida do que a outra), cintura e caixa torácica desviadas para um dos lados do corpo, mamilos assimétricos (um mais alto do que o outro), costelas e escápulas salientes num dos lados do tórax.


Onde procurar ajuda?


Agora que você aprendeu sobre escoliose, não perca mais tempo e entre em contato para saber maiores informações. Nosso fisioterapeuta, Dr. Milton Ricardo de Medeiros Fernandes possui toda expertise e realiza um excelente atendimento na área.

Maiores informações que podem ser esclarecidas na Central de Atendimento ao Paciente-CAP, pelo WhastApp (48) 48 9973-7109 ou (48) 3522-2314.

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