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  • Saulo Pithan

Fibromialgia: A doença que causa fortes dores no corpo possui tratamento


Marcada por dores generalizadas, a fibromialgia é uma doença crônica que afeta pra valer a qualidade de vida. Saiba sobre sintomas, diagnósticos e tratamentos:


Fibromialgia. Só de pensar nessa palavra as pessoas já sentem dor. Talvez a fibromialgia seja a condição mais comentada, falada e até "diagnosticada" quando se pensa em dor intensa e que resulta em limitação.

A dor na fibromialgia apresenta algumas características próprias, e mesmo assim, sempre existe alguma confusão quando se avalia os pacientes que apresentam dor. Segundo o fisioterapeuta Milton Ricardo de Medeiros Fernandes (CREFITO -10/35486 f), que atua na Ostermann Medical Center, muitos decretam como sendo fibromialgia aquela dor que é sentida no corpo todo. Mas será que é somente a fibromialgia que causa dor generalizada.

Aquele dia pesado, cansado, não resulta em dor no corpo todo? E uma gripe? Portanto, ter dor não pode nunca ser sinônimo de fibromialgia. Essa confusão acaba resultando em falhas no diagnóstico, e por consequência, no tratamento. Segundo o especialista a fibromialgia tem maior prevalência entre mulheres de 40 a 60 anos. “Entre o início dos sintomas e o diagnostico leva-se em média cinco (5) anos, o que é uma eternidade para quem sente dor. E como é então essa dor? As pessoas com fibromialgia relatam dor em todo corpo, de forma persistente (crônica). Descrevem como sendo uma dor profunda, espalhada, que às vezes lateja, e muitas vezes com pontos dolorosos bem definidos” explica.



Praticamente todos os tecidos ficam sensíveis ao toque (pele, músculos, ligamentos, articulações), ao movimento e a todos os tipos de estímulos, incluindo calor e frio. De acordo com o especialista, essa dor aumenta com a medida que ocorre uma repetição destes estímulos, chegando a provocar dor a partir de estímulos que não deveriam doer, com por exemplo soprar sobre a pele do paciente. “Pessoas com fibromialgia relatam dor no corpo todo. Várias teorias tentam explicar isso, e a mais recente diz que uma falha no sistema supressor da dor é responsável por essa sensação desagradável. Como isso acontece ainda é uma pergunta sem resposta” comenta.

A fibromialgia pode ser explicada também por alterações hormonais, por exemplo o aumento do cortisol (liberado em situações de estresse e que contribui na inflamação), redução do hormônio do crescimento (liberado principalmente durante o sono profundo e que ajuda na renovação celular). Por isso, quando a dor provoca estresse, ou mesmo o estresse provoca a dor, temos maior presença de cortisol, e ficamos mais doloridos


Conheça os sintomas

Dr. Milton explica que se o paciente não conseguir dormir, não ocorre liberação do hormônio do crescimento, não ocorre renovação celular, a energia se esgota e aumenta nível de fadiga (cansaço). Também se verifica a redução da serotonina, neurotransmissor relacionado à sensação de bem-estar, controle da dor e que ajudam a reduzir o estresse e a ansiedade. Além disso, ocorre o excesso de substâncias irritadiças como a substância P e fator de crescimento neural no liquor. “Resumindo, é como se ocorresse um curto-circuito no sistema nervoso central, deixando o corpo ainda mais sensível. E dolorido. Também se verificam mudanças nos genes de alguns sistemas, como o da serotonina e dopamina.

Outros sintomas relatados pelos pacientes com fibromialgia são o cansaço (fadiga) intenso, problemas para dormir, rigidez nas juntas, perda da memória recente, problemas afetivos e cognitivos. Outros problemas associados são depressão e ansiedade em níveis altos, estresses pós-traumáticos, síndrome da fadiga crônica, síndrome do cólon irritável, dismenorreia, cistite intersticial, outras alterações reumáticas e problemas na articulação temporomandibular e cefaleias (dor de cabeça).


Onde buscar ajuda

A fibromialgia é uma síndrome que afeta muitas pessoas. Se você apresenta algum destes sintomas, está na hora de buscar auxílio. Mas o que pode ser feito para melhorar a condição das pessoas com fibromialgia? De acordo com o fisioterapeuta, tratamentos farmacológicos (medicamentos) e não-farmacológicos. No tratamento farmacológico, pode-se optar pelo uso de apenas um ou combinar vários medicamentos, como por exemplo antidepressivos, relaxantes musculares, anticonvulsivantes, canabinoides, opioides, antagonistas N-metil D-Aspartato, agonistas melatoninérgicos, substâncias peptidérgicas, entre outras.

Em relação aos tratamentos não-farmacológicos e que são indicados devido às evidências de resolutividade, temos as intervenções comportamentais (ou psicocomportamentais), psicológicas (ou psicoterápicas), acupuntura, exercícios físicos, incluindo programas de atividades física, e a estimulação magnética transcraniana. O diagnóstico e tratamento da fibromialgia, devido sua complexidade, são desafiadores e requerem uma atenção integral ao paciente, incluindo a abordagem interdisciplinar. Lembrando que o tratamento da fibromialgia deve ser individualizado, cujo objetivo é a redução dos níveis de dor e a melhora da funcionalidade, da autonomia pessoal e da qualidade de vida


Entre em contato com nosso time de saúde

Você ficou com dúvidas e precisa mais esclarecimentos sobre o tratamento. Entre em contato com a Ostermann Medical Center para maiores informações podem ser esclarecidas na Central de Atendimento ao Paciente-CAP, pelo WhastApp 48 9638-1218 ou (48) 3522-2314.



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